Durante a Audiência Geral desta semana, o Papa Leão XIV refletiu sobre a missão e a natureza da Igreja, destacando que ela não pode se fechar em si mesma, mas precisa permanecer sempre aberta a todas as pessoas.
Em sua catequese, o pontífice afirmou que a Igreja é chamada a acolher todos os povos e culturas, reforçando que cada cristão tem a missão de anunciar o Evangelho e testemunhar a fé nos ambientes onde vive e trabalha.
A reflexão fez parte da série de ensinamentos sobre a Constituição Dogmática Lumen Gentium, documento do Concílio Vaticano II que aborda a identidade e a missão do povo de Deus.
Falando a peregrinos reunidos na Praça de São Pedro, o Papa ressaltou que a Igreja é um povo formado por homens e mulheres de diferentes nacionalidades, línguas e culturas, unidos pela mesma fé.
O pontífice também recordou o pensamento do teólogo Henri de Lubac, que descreveu a Igreja como uma grande “arca de salvação”, chamada a acolher em seu interior toda a diversidade humana.
Segundo o Papa, a catolicidade da Igreja se manifesta justamente na capacidade de acolher as riquezas das diferentes culturas, ao mesmo tempo em que apresenta a novidade do Evangelho, capaz de iluminar, purificar e elevar cada realidade humana.
Ele ainda destacou que o povo de Deus é um sinal de unidade no mundo e um convite à paz e à fraternidade entre todos os filhos de Deus, lembrando que até mesmo aqueles que ainda não receberam o anúncio do Evangelho estão, de alguma forma, orientados para esse caminho de fé.
